Falta técnica! Isso é claro e ninguém discorda. Não adianta ter raça, garra sem ter o quesito principal, entretanto se faz necessário nesse momento ter também essa vontade de jogar.
Depois de 96, foram poucos os trabalhos que deixaram a torcida lusitana com sorriso no rosto e felicidade no coração. Podemos destacar a campanha de 98 na primeira divisão. Nesse mesmo ano, o campeonato paulista e o caso Castrilli. Depois disso, trabalho realmente de destaque foi o de 2011, que mãos mérito do técnico Jorginho e seus jogadores, do que da diretoria comandada por Manuel da Lupa. Aliás nesses anos, poucos da direção são de confiança para a Lusa. Luis Iauca é um deles. Colocou dinheiro no clube, nem foi investimento, foi gasto, pois sabemos que dali é difícil voltar o que colocou.
Encerrou - se o primeiro turno, a lusa não conseguiu alcançar a casa dos dois dígitos em questão de pontos. Foram 9 jogos, 5 no Canindé e 4 fora de casa. De 5 jogos como mandante, somamos apenas 4 pontos, em uma vitória contra o Ypiranga que fora de sua casa não tem mostrado tanta força, e um empate contra o Guarani, jogo em que a lusa foi bem. Os outros resultados deixaram marcas dolorosas e vexatórias para a equipe. Primeiro aconteceu a derrota, no jogo sem torcida, para o Macaé na primeira rodada, atualmente é um dos piores da competição. O resultado de 2 a 1 foi no mínimo um retrato do que seria as outras partidas. Na quarta rodada veio o vexame maior. Um passeio do Botafogo de Ribeirão Preto por 5 a 0, sem dó nem piedade. A pantera mostrou as garras e os dentes e a equipe do Canindé cedeu a pressão. E agora a derrota mais fresca para o Tombense.
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| Sardinha, torcedor símbolo, reclama e xinga em todo jogo, pois vai há todos |
Meus caros lusitanos, assim como eu, acredito que a vontade de ir ao Canindé existe, mas a alegria e confiança não é a mesma como antes. Coitado do Jorginho, um dia conseguiu dar a Portuguesa, um momento que muitos antes não viveram, e agora vive um outro extremo também não vivido.
Pode fazer conta, falar que ainda dá, mas na realidade atual a briga é para não ser rebaixada. Do que adianta conseguir algo melhor sem um trabalho de longo prazo? Do que adianta chegar a série B, e depois por incompetência cair novamente? Torço sim por resultados positivos, torço ainda mais por trabalhos positivos, que gerem frutos por grande tempo.

Aceitar passivamente o caso Heverton selou o destino da Portuguesa. Ninguém provou que o clube ou algum dos seus dirigentes fosse culpado de coisa alguma e ainda assim o clube aceitou, repito, passivamente o prejuízo moral e financeiro que lhe foi impugnado pela CBF. Nenhum clube conseguiria passar incólume por um golpe como esse. A saída para a Portuguesa, se é que ainda existe uma, é buscar seus direitos na justiça.
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