domingo, 18 de setembro de 2016

Na hora da morte

  Depois de 18 rodadas, chega ao fim o drama lusitano. De derrotas e humilhações, chegamos ao ápice do fim.  Achar um bode expiatório nesse momento é fácil. Mais que encontrar, temos que encontrar o maior problema, pois tantas direções passaram e a irresponsabilidade e amadorismo continua. A série D é a realidade do atual momento da Associação Portuguesa de Desportos. Os corações vermelho e verde sofrem, choram sangue, mas abandonar jamais.
  Há 20 anos, estávamos no ponto mais alto da história. Final do Campeonato Brasileiro, por pouco o título iria para o Canindé. Depois disso algumas boas campanhas, nada além disso. Em 2006, metade desse caminho, por pouco o rebaixamento para a série C. Uma esperança floresceu com o acesso a série A. Foi só um alento em meia tanta desgraça. 2011 foi ano do oásis no deserto. Prova disso é o rebaixamento no paulista de 2012 e 2015. Manuel da Lupa e os outros presidentes e seus seguidores fizeram da Portuguesa, motivo de chacota, desrespeito. A desorganização é geral, não temos mais o que falar.
  O time para o campeonato foi mal montado. Elenco fraco tecnicamente e em toda a competição, não mostrou a vontade e o peso dessa camisa. Em geral, a parte física sempre deixou a desejar, um dos grandes motivos das derrotas é a falta de competividade. Quem vai querer apoiar uma instituição desorganizada?! Lágrimas e mais lágrimas. Essa água que sai dos olhos é a dor saindo do corpo.
  Isso posto, não sei do futuro, aliás ninguém sabe, mas não será fácil. Entre acabar e voltar, a aposta é o fim das atividades. Vamos nos unir pela sobrevivência de um clube. Assim como a política de um país é importante, a do clube também. O povo paga, junto com o clube, caindo na sarjeta. Um aviso para o presidente, nunca prometa o que não pode cumprir.

sábado, 17 de setembro de 2016

Quem será o Alex Alves?

Faltando pouco para o jogo crucial na vida Lusa, nos apeguemos ao que poderá trazer o resultado positivo e a sobrevivência no campeonato. Qualquer positividade é bem vinda, já que a situação real é desastrosa. Algo que seja diferente, provavelmente, será para melhor, seja ela uma palavra de incentivo ou um canto de amor.
  O jogo desse domingo, às 16 h, contra o Tombense entrará para a memória e história lusitana. Durante essa semana, muitos torcedores compartilharam a lembrança de 2006. Naquele ano a situação era muito parecida, estávamos na zona de rebaixamento, todos davam o time como rebaixado e a salvação teria que vir fora de casa contra um adversário que era um dos ponteiros. Era o campeonato brasileiro da série B. A Portuguesa vinha com uma grande desconfiança devido ter sido de rebaixada, de forma inédita, no campeonato paulista. A má fase continuou durante a competição nacional, com muitas derrotas e vexames.
  Parecendo o caminho para o abismo, a Lusa chegou na última rodada com poucas chances de sobrevivência. A permanência viria apenas com uma vitória. O rival seria o Sport, na Ilha do Retiro. Os pernambucanos já tinham conseguido o acesso para a elite do futebol e estava invicto dentro de casa. Um cenário como esse era para desanimar qualquer um. Porém era a vida ou morte, e os jogadores foram com esse intuito. No fim do primeiro tempo, o leão da ilha abriu o placar, desmoronando a esperança lusa. Para reanimar, nada melhor que empatar logo em seguida. O meia Preto marcou o gol da esperança. No segundo tempo, o jogo foi mais truculento e numa falha da zaga, eles passaram na frente do placar. A série C parecia perto, mas as substituições do então técnico Vágner Benazzi surtiram efeito. Joãozinho empatou e deu gás ao time. Lembram do goleiro Thiago? Batedor de faltas, ele cobrou uma na trave, aos 40 minutos, tirando o coração pela boca de todo lusitano. Mas o herói seria outro. Alex Alves, recebeu uma bola e invadiu a área, derrubado pelo zagueiro, o juiz marcou pênalti. Era ali que a história da Portuguesa seria salva. Brilhantemente, o jogador colocou a bola na rede e o sorriso no torcedor, emocionando todos os loucos vermelho e verde.
  10 anos depois, a situação é a mesma do que contei. Quem será o Alex Alves de amanhã? Teremos um final feliz ou seremos tomados pelas lágrimas? Não sei o por que, mas muitos acreditam na permanência, mesmo com a campanha pífia e a desconfiança nos jogadores. Parece - me algo típico da Portuguesa, passar por isso e no final se salvar, tirando a paciência e saúde de seus fiéis torcedores. Tomara seja que no final de tudo, um vinho do porto e um bolinho de bacalhau seja o cardápio da salvação.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Um jogo para uma história

  Antes eu acreditava que não dava, hoje ainda não acredito que pode dar para se salvar. Esse sentimento deve ter tomado todo lusitano fanático pela Portuguesa. A matemática é inimiga e amiga ao mesmo tempo, pior que isso é ter que colocar suas esperanças no time desacreditado e que fez muito pouco até aqui, com vergonhosos 14 pontos em 17 rodadas. Salvação é o termo correto para esse momento, salvação não na apenas na competição, mas sim na história.
  Torcedor lusitano, resta uma partida para que possamos ver o destino da Lusa em 2017. Por um ponto, por um gol e tudo pode ser um desastre. Sair do impossível e chegar ao ponto desejado não é novidade para nós, entretanto viver ou sobreviver disso não deve ser aceitável. Uma camisa pesada como essa, nunca deveria estar brigando na última rodada para não cair, sendo que a probabilidade de rebaixamento é enorme. 

  João Henrique, Cesinha, Bruno Xavier, Augusto, Leonardo e outros, são os nomes que estão com a responsabilidade de salvar a rubro verde de um buraco mais fundo. Não entendo o motivo do Júnior Timbó não ir para o campo. A culpa dos jogadores nós conhecemos, devido sua defasagem técnica, agora o da diretoria é uma culpa gigantesca. Bom, resta - nos a matemática, a energia positiva e paciência. Jogar e vencer o Tombense, em Minas, não será fácil. Aliás, contra o já rebaixado Guaratinguetá não foi fácil. Mesmo com um a menos eles buscaram o empate é quase conseguiram virar, imagina o time que ainda sonha com a classificação.
  Precisamos mover forças, quem tiver condições deve ir ao município de Tombos e torcer até o fim, deve ir, caso contrário, já sugeri e repito, o encontro poderia ser no Canindé. Nesse momento, o orgulho de ser Lusa deve falar mais alto. Ninguém pode esquecer e principalmente os diretores, a Portuguesa está jogando mais do que o não rebaixamento, mas sim a sua vida de 96 anos que chegou para ser decidida em 90 minutos. Se não cair, muitos culpados aparecerão se glorificando, entretanto se o pior acontecer, um deserto irá se formar no Canindé.

sábado, 10 de setembro de 2016

Chegou a hora

O momento mais triste da Portuguesa pode ser neste domingo. A penúltima rodada da série C, pode sacramentar o descenso da Lusa, que confirmará o que já está mais do que eminente para is lusitanos.
Esse jogo, contra o já rebaixado Guaratinguetá, para a grande parte da torcida é apenas para cumprir tabela. A tabela não ajuda, ou melhor, o time não se ajuda. Uma diferença de 4 pontos em 6 para disputar. O Macaé, rival da tabela, não é o grande problema da situação, mas sim o próprio time luso, que não consegue vencer um jogo se quer para somar pontos. O desânimo do torcedor é compreensível, não tem de onde tirar esperanças.
Em um possível último suspiro de esperança, analisando a tabela, temos que torcer para o Botafogo - SP vencer o Tombense e o Juventude vencer o Macaé. Isso porque o Tombense sairia da briga pela classificação e jogaria com a Portuguesa, sem compromisso. A vitória do Juventude, além de não deixar os cariocas somarem pontos, deixa o Juventude na briga contra o Botafogo, que encerra a competição contra o time do Rio.
Tudo isso é difícil, porém o pior é a Lusa vencer dois jogos seguidos. Os jogadores tem que ter vergonha na cara e mostrar mais vontade. O técnico, Márcio Ribeiro, não pode inventar. Jogue com dois zagueiros, um volante de contenção (cão de guarda) e solta o resto do meio para atacar. O jogo deve fluir, o adversário não tem compromisso com a partida e nós temos a obrigação de ganhar e bem. Acredito que para um melhor resultado, Júnior Timbó precisa estar no time titular. Só resta torcer para que a nossa racionalidade seja surpreendida pelo louco futebol.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Voltaremos?

  Muito difícil colocar em palavras o sentimento geral de uma nação lusitana. Todos aqueles rubro verdes, sentem na pele o pior momento de seu clube do coração. A certeza do rebaixamento só não é maior do que a incerteza de não voltar às divisões superiores. Com o sangue derramado pela diretoria, se faz as lágrimas daqueles que realmente amam essa instituição.
  A partida do último domingo não derrubou a Lusa matematicamente, entretanto a moral do elenco, que já não era boa, caiu por terra. De um lado, um Boa Esporte não querendo jogar, e do outro, a namoradinha do Brasil que não sabe jogar. No final das contas, o melhor tecnicamente venceu. Não que tenha merecido, pois a Portuguesa colocou uma bola na trave e assustou, apesar de João Henrique, Douglas, Bruno Xavier e Nunes como titulares e Júnior Timbó no banco. 
  O jogo começou ficar ruim para o nosso lado, logo depois que Daniel Cruz entrou em campo e achou um gol. Isso mesmo, achou, porque chutou sem nenhuma intenção de fazer o gol e simplesmente ela entrou. Depois disso o cado entronou de vez, já que marcar um gol para nós já é difícil, imagina dois. A facilidade nas costas dos alas fizeram com que por diversas vezes, os mineiros entrassem na nossa área. Foi assim que em uma bola enfiada, o estreante Gênesis sofreu pênalti que Tchô converteu, dando números finais. 
  A situação ficou mais trágica ainda devido a vitória do Macaé, a diferença subiu para 4 pontos, com 6 em disputa. Restam duas rodadas, sendo a obrigação vencer o rebaixado Guaratinguetá e por último o Tombense, fora de casa. Nada mais salva o time do Canindé. Aliás, por enquanto do Canindé, pois está em leilão, com valor inicial superando a casa dos R$ 154 milhões. Nada mal para um lugar com tanta História.
  Bom meus caros amigos, o que foi bom já passou. Lamentar o quase acesso para a primeira divisão por anos na série B, são tempos passados. Chegar na última rodada e morrer na praia no paulista são apenas lembranças. A grande e triste realidade é jogar a dolorosa e amarga série D. Aí eu pergunto, voltaremos humilhação?!

sábado, 3 de setembro de 2016

Com sol ou chuva vou ver a vitória da Lusa

  A situação é terrível. O pior momento da História do clube. Quem realmente vive esse sentimento, sabe que não está sendo fácil passar por tudo isso. A hora mais crítica é essa. O clímax da competição está sendo disputada e você torcedor, tem que estar junto com o time nos 3 últimos jogos que restam para a continuação e sobrevivência de todos.
  Vamos neste domingo (4), às 11h, comparecer ao Canindé e fazer mais uma vez nossa parte. Como uma família, iremos no domingo nos reunir e fazer desse dia, o melhor possível. Vencer é o primordial. O adversário está em situação favorável e com chances de altíssimas de acesso. Porém, seremos mais fortes que isso. A união e dedicação deve ser total durante os 90 minutos. Queremos ver gol de cabeça, fora da área e do jeito que for, o que importa é que seja luso. Vai Lusa. Não se acanhe. Saia de casa e tome o caminho da Zona Norte de São Paulo, compre seu ingresso, chegue nas arquibancadas e coloque seu coração para fazer a função de torcedor. Xingue, vibre e cante. 
União da lusa
  Além do compromisso de amanhã, dentro de casa teremos o time do Guaratinguetá que está rebaixado psicologicamente. Também em um domingo, mais precisamente o próximo dia 11, por enquanto marcado para às 19:30h. Duas datas para salvar a Lusa. Vencendo esses jogos teremos a enorme oportunidade de garantir permanência na série C. Com sol ou chuva vou ver a vitória da Lusa e nada vai impedir de eu ver isso.
  Torcedor luso, essa é a hora de estar junto, independentemente do mau momento. Somos todos Lusa e é por isso que ainda, apesar dos pesares estamos vivos, respirando. Já passamos por muita coisa e temos que ir além da salvação, temos que sair da pindaíba e irmos para o lugar onde temos que estar, mas para isso deve ser feito conforme o regulamento, lutar contra todos os adversários, dentro e fora de campo. Vai Lusa que vamos contigo.  

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Mais um órgão que se vai

  Ninguém faz sucesso sozinho. Sempre é necessário um apoio, principalmente financeiro. Na Portuguesa, mais uma prova amadorismo, falta de visão, desrespeito ao apoiadores do clube e aos torcedores. Infelizmente, na data de hoje, foi anunciada o fim da WEB Rádio Lusa, canal direto do torcedor com a rubro verde.
  O rádio passa por um momento difícil, assim como a Lusa, porém as WEB rádios são uma ferramenta de mais facilidade para a sobrevivência desse grande veículo de comunicação. A Portuguesa, assim como outros clubes, em seus jogos tinha a companhia da WEB Rádio Lusa, canal certo do torcedor para acompanhar o seu time. O ótimo trabalho de Guilherme Assumpção, Gomão Ribeiro, Antônio Quintal e etc, continuava após já terem premiados pela ACESSP, em 2012. Pense na clube como um corpo humano. A rádio era um órgão que acabou entrando em falência, isso pode ser o fim do resto do corpo.
 
Fim de uma era
Minhas sinceras lamentações à todos aqueles que participavam e ajudavam as transmissões. Não é fácil deixar de fazer algo que gostamos por força maior. Era um dos ouvintes. Senti nesse momento o verdadeiro estágio da Associação Portuguesa de Desportos. O que resta é esperança, ou esperar o pior.