Depois de 18 rodadas, chega ao fim o drama lusitano. De derrotas e humilhações, chegamos ao ápice do fim. Achar um bode expiatório nesse momento é fácil. Mais que encontrar, temos que encontrar o maior problema, pois tantas direções passaram e a irresponsabilidade e amadorismo continua. A série D é a realidade do atual momento da Associação Portuguesa de Desportos. Os corações vermelho e verde sofrem, choram sangue, mas abandonar jamais.
Há 20 anos, estávamos no ponto mais alto da história. Final do Campeonato Brasileiro, por pouco o título iria para o Canindé. Depois disso algumas boas campanhas, nada além disso. Em 2006, metade desse caminho, por pouco o rebaixamento para a série C. Uma esperança floresceu com o acesso a série A. Foi só um alento em meia tanta desgraça. 2011 foi ano do oásis no deserto. Prova disso é o rebaixamento no paulista de 2012 e 2015. Manuel da Lupa e os outros presidentes e seus seguidores fizeram da Portuguesa, motivo de chacota, desrespeito. A desorganização é geral, não temos mais o que falar.
O time para o campeonato foi mal montado. Elenco fraco tecnicamente e em toda a competição, não mostrou a vontade e o peso dessa camisa. Em geral, a parte física sempre deixou a desejar, um dos grandes motivos das derrotas é a falta de competividade. Quem vai querer apoiar uma instituição desorganizada?! Lágrimas e mais lágrimas. Essa água que sai dos olhos é a dor saindo do corpo.
Isso posto, não sei do futuro, aliás ninguém sabe, mas não será fácil. Entre acabar e voltar, a aposta é o fim das atividades. Vamos nos unir pela sobrevivência de um clube. Assim como a política de um país é importante, a do clube também. O povo paga, junto com o clube, caindo na sarjeta. Um aviso para o presidente, nunca prometa o que não pode cumprir.
domingo, 18 de setembro de 2016
Na hora da morte
sábado, 17 de setembro de 2016
Quem será o Alex Alves?
Faltando pouco para o jogo crucial na vida Lusa, nos apeguemos ao que poderá trazer o resultado positivo e a sobrevivência no campeonato. Qualquer positividade é bem vinda, já que a situação real é desastrosa. Algo que seja diferente, provavelmente, será para melhor, seja ela uma palavra de incentivo ou um canto de amor.
O jogo desse domingo, às 16 h, contra o Tombense entrará para a memória e história lusitana. Durante essa semana, muitos torcedores compartilharam a lembrança de 2006. Naquele ano a situação era muito parecida, estávamos na zona de rebaixamento, todos davam o time como rebaixado e a salvação teria que vir fora de casa contra um adversário que era um dos ponteiros. Era o campeonato brasileiro da série B. A Portuguesa vinha com uma grande desconfiança devido ter sido de rebaixada, de forma inédita, no campeonato paulista. A má fase continuou durante a competição nacional, com muitas derrotas e vexames.
Parecendo o caminho para o abismo, a Lusa chegou na última rodada com poucas chances de sobrevivência. A permanência viria apenas com uma vitória. O rival seria o Sport, na Ilha do Retiro. Os pernambucanos já tinham conseguido o acesso para a elite do futebol e estava invicto dentro de casa. Um cenário como esse era para desanimar qualquer um. Porém era a vida ou morte, e os jogadores foram com esse intuito. No fim do primeiro tempo, o leão da ilha abriu o placar, desmoronando a esperança lusa. Para reanimar, nada melhor que empatar logo em seguida. O meia Preto marcou o gol da esperança. No segundo tempo, o jogo foi mais truculento e numa falha da zaga, eles passaram na frente do placar. A série C parecia perto, mas as substituições do então técnico Vágner Benazzi surtiram efeito. Joãozinho empatou e deu gás ao time. Lembram do goleiro Thiago? Batedor de faltas, ele cobrou uma na trave, aos 40 minutos, tirando o coração pela boca de todo lusitano. Mas o herói seria outro. Alex Alves, recebeu uma bola e invadiu a área, derrubado pelo zagueiro, o juiz marcou pênalti. Era ali que a história da Portuguesa seria salva. Brilhantemente, o jogador colocou a bola na rede e o sorriso no torcedor, emocionando todos os loucos vermelho e verde.
10 anos depois, a situação é a mesma do que contei. Quem será o Alex Alves de amanhã? Teremos um final feliz ou seremos tomados pelas lágrimas? Não sei o por que, mas muitos acreditam na permanência, mesmo com a campanha pífia e a desconfiança nos jogadores. Parece - me algo típico da Portuguesa, passar por isso e no final se salvar, tirando a paciência e saúde de seus fiéis torcedores. Tomara seja que no final de tudo, um vinho do porto e um bolinho de bacalhau seja o cardápio da salvação.
terça-feira, 13 de setembro de 2016
Um jogo para uma história
Torcedor lusitano, resta uma partida para que possamos ver o destino da Lusa em 2017. Por um ponto, por um gol e tudo pode ser um desastre. Sair do impossível e chegar ao ponto desejado não é novidade para nós, entretanto viver ou sobreviver disso não deve ser aceitável. Uma camisa pesada como essa, nunca deveria estar brigando na última rodada para não cair, sendo que a probabilidade de rebaixamento é enorme.
João Henrique, Cesinha, Bruno Xavier, Augusto, Leonardo e outros, são os nomes que estão com a responsabilidade de salvar a rubro verde de um buraco mais fundo. Não entendo o motivo do Júnior Timbó não ir para o campo. A culpa dos jogadores nós conhecemos, devido sua defasagem técnica, agora o da diretoria é uma culpa gigantesca. Bom, resta - nos a matemática, a energia positiva e paciência. Jogar e vencer o Tombense, em Minas, não será fácil. Aliás, contra o já rebaixado Guaratinguetá não foi fácil. Mesmo com um a menos eles buscaram o empate é quase conseguiram virar, imagina o time que ainda sonha com a classificação.
Precisamos mover forças, quem tiver condições deve ir ao município de Tombos e torcer até o fim, deve ir, caso contrário, já sugeri e repito, o encontro poderia ser no Canindé. Nesse momento, o orgulho de ser Lusa deve falar mais alto. Ninguém pode esquecer e principalmente os diretores, a Portuguesa está jogando mais do que o não rebaixamento, mas sim a sua vida de 96 anos que chegou para ser decidida em 90 minutos. Se não cair, muitos culpados aparecerão se glorificando, entretanto se o pior acontecer, um deserto irá se formar no Canindé.
sábado, 10 de setembro de 2016
Chegou a hora
O momento mais triste da Portuguesa pode ser neste domingo. A penúltima rodada da série C, pode sacramentar o descenso da Lusa, que confirmará o que já está mais do que eminente para is lusitanos.
Esse jogo, contra o já rebaixado Guaratinguetá, para a grande parte da torcida é apenas para cumprir tabela. A tabela não ajuda, ou melhor, o time não se ajuda. Uma diferença de 4 pontos em 6 para disputar. O Macaé, rival da tabela, não é o grande problema da situação, mas sim o próprio time luso, que não consegue vencer um jogo se quer para somar pontos. O desânimo do torcedor é compreensível, não tem de onde tirar esperanças.
Em um possível último suspiro de esperança, analisando a tabela, temos que torcer para o Botafogo - SP vencer o Tombense e o Juventude vencer o Macaé. Isso porque o Tombense sairia da briga pela classificação e jogaria com a Portuguesa, sem compromisso. A vitória do Juventude, além de não deixar os cariocas somarem pontos, deixa o Juventude na briga contra o Botafogo, que encerra a competição contra o time do Rio.
Tudo isso é difícil, porém o pior é a Lusa vencer dois jogos seguidos. Os jogadores tem que ter vergonha na cara e mostrar mais vontade. O técnico, Márcio Ribeiro, não pode inventar. Jogue com dois zagueiros, um volante de contenção (cão de guarda) e solta o resto do meio para atacar. O jogo deve fluir, o adversário não tem compromisso com a partida e nós temos a obrigação de ganhar e bem. Acredito que para um melhor resultado, Júnior Timbó precisa estar no time titular. Só resta torcer para que a nossa racionalidade seja surpreendida pelo louco futebol.
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Voltaremos?
A partida do último domingo não derrubou a Lusa matematicamente, entretanto a moral do elenco, que já não era boa, caiu por terra. De um lado, um Boa Esporte não querendo jogar, e do outro, a namoradinha do Brasil que não sabe jogar. No final das contas, o melhor tecnicamente venceu. Não que tenha merecido, pois a Portuguesa colocou uma bola na trave e assustou, apesar de João Henrique, Douglas, Bruno Xavier e Nunes como titulares e Júnior Timbó no banco.
O jogo começou ficar ruim para o nosso lado, logo depois que Daniel Cruz entrou em campo e achou um gol. Isso mesmo, achou, porque chutou sem nenhuma intenção de fazer o gol e simplesmente ela entrou. Depois disso o cado entronou de vez, já que marcar um gol para nós já é difícil, imagina dois. A facilidade nas costas dos alas fizeram com que por diversas vezes, os mineiros entrassem na nossa área. Foi assim que em uma bola enfiada, o estreante Gênesis sofreu pênalti que Tchô converteu, dando números finais.
A situação ficou mais trágica ainda devido a vitória do Macaé, a diferença subiu para 4 pontos, com 6 em disputa. Restam duas rodadas, sendo a obrigação vencer o rebaixado Guaratinguetá e por último o Tombense, fora de casa. Nada mais salva o time do Canindé. Aliás, por enquanto do Canindé, pois está em leilão, com valor inicial superando a casa dos R$ 154 milhões. Nada mal para um lugar com tanta História.
Bom meus caros amigos, o que foi bom já passou. Lamentar o quase acesso para a primeira divisão por anos na série B, são tempos passados. Chegar na última rodada e morrer na praia no paulista são apenas lembranças. A grande e triste realidade é jogar a dolorosa e amarga série D. Aí eu pergunto, voltaremos humilhação?!
sábado, 3 de setembro de 2016
Com sol ou chuva vou ver a vitória da Lusa
![]() |
| União da lusa |
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Mais um órgão que se vai
O rádio passa por um momento difícil, assim como a Lusa, porém as WEB rádios são uma ferramenta de mais facilidade para a sobrevivência desse grande veículo de comunicação. A Portuguesa, assim como outros clubes, em seus jogos tinha a companhia da WEB Rádio Lusa, canal certo do torcedor para acompanhar o seu time. O ótimo trabalho de Guilherme Assumpção, Gomão Ribeiro, Antônio Quintal e etc, continuava após já terem premiados pela ACESSP, em 2012. Pense na clube como um corpo humano. A rádio era um órgão que acabou entrando em falência, isso pode ser o fim do resto do corpo.
![]() |
| Fim de uma era |



