domingo, 24 de julho de 2016

Quem não tem dinheiro conta história!

A pouco menos de um mês de chegar aos 96 anos de história, a Portuguesa parece que vai ficar apenas na História do futebol. A situação do clube em um todo é precária. 
Nesses anos no futebol, a lusa sempre foi vista como time com azar. Hoje sabemos que o prevalece é a incompetência, porém se fosse apenas isso, ainda estaríamos melhor. Nas últimas trocas na presidência e seu comandados da diretoria, tínhamos a expectativa de melhoras, os discursos animavam, os projetos a longo prazo pareciam profissionais, mas quem sabe da situação do clube internamente, tem a ciência que nada disso está sendo colocado em prática. Como diria a música: "Palavras, apenas palavras, apenas palavras..." Apenas as palavras estão sendo ditas, assim como fosse consolar um parente de um falecido, consola mas não resolve.
É claro que os resultados em campo refletem a situação da instituição, e cada resultado negativo aumenta a pressão, a desconfiança de seus torcedores, e causando desânimo dos funcionários em desempenhar seu respectivos trabalhos. Contamos muito dos jogadores, e temos mesmos, somos torcedores do clube, entretanto parando para pensar, a culpa maior não é daquele jogador com um grau alto de deficiência técnica, mas sim daquele que contrata. A competência em trabalhar no futebol não é contratar apenas as estrelas, mas sim garimpar e localizar jogadores com qualidade e potencial para ajudar o clube.
A briga daqueles que podem pegar o poder da Portuguesa, parece ser a briga para ver quem vai ser o último do clube. Se você percebeu, em nenhum momento foi falado sobre o jogo e o péssimo resultado do último confronto, então é por isso que, independente dos próximos resultados, temos que lutar por uma melhora na gestão para que nunca mais sejamos obrigados a passar por isso novamente.
Sábado, dia 30, é o momento para comparecer, torcer e pressionar para a melhora da lusa. Assim como na política pública acontece manifestação para um avanço, na da Portuguesa já está mais do que na hora do torcedor ser mais presente na gestão do patrimônio.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Que fase, Lusa!

   Cada dia que passa parece o fim, cada jogo a falta de entrega está difícil. Sabemos os problemas que os jogadores passam na Portuguesa, porém no meu modo de entender quem não está feliz, por favor não joga. Assim como muitos nesse país, eles são funcionários, e pode pedir para sair, ainda mais se as obrigações como empregador não está sendo feita.
   Falta técnica! Isso é claro e ninguém discorda. Não adianta ter raça, garra sem ter o quesito principal, entretanto se faz necessário nesse momento ter também essa vontade de jogar.
   Depois de 96, foram poucos os trabalhos que deixaram a torcida lusitana com sorriso no rosto e felicidade no coração. Podemos destacar a campanha de 98 na primeira divisão. Nesse mesmo ano, o campeonato paulista e o caso Castrilli. Depois disso, trabalho realmente de destaque foi o de 2011, que mãos mérito do técnico Jorginho e seus jogadores, do que da diretoria comandada por Manuel da Lupa. Aliás nesses anos, poucos da direção são de confiança para a Lusa. Luis Iauca é um deles. Colocou dinheiro no clube, nem foi investimento, foi gasto, pois sabemos que dali é difícil voltar o que colocou.
   Encerrou - se o primeiro turno, a lusa não conseguiu alcançar a casa dos dois dígitos em questão de pontos. Foram 9 jogos, 5 no Canindé e 4 fora de casa. De 5 jogos como mandante, somamos apenas 4 pontos, em uma vitória contra o Ypiranga que fora de sua casa não tem mostrado tanta força, e um empate contra o Guarani, jogo em que a lusa foi bem. Os outros resultados deixaram marcas dolorosas e vexatórias para a equipe. Primeiro aconteceu a derrota, no jogo sem torcida, para o Macaé na primeira rodada, atualmente é um dos piores da competição. O resultado de 2 a 1 foi no mínimo um retrato do que seria as outras partidas. Na quarta rodada veio o vexame maior. Um passeio do Botafogo de Ribeirão Preto por 5 a 0, sem dó nem piedade. A pantera mostrou as garras e os dentes e a equipe do Canindé cedeu a pressão. E agora a derrota mais fresca para o Tombense.
Sardinha, torcedor símbolo, reclama e xinga em todo jogo, pois vai há todos
   Em outros estádios a rubro - verde conseguiu em 4 jogos, resultados surpreendentes. Em Mogi Mirim empatou sem gols com o time da cidade. Depois, surpreendeu ao vencer o Juventude em Caxias. Contra o Boa Esporte perdeu, que aliás é um resultado normal pelas condições atuais, mas o resultado que deu um soco na esperança de qualquer lusitano, foi perder de virada para o lanterna Guaratinguetá. Esse jogo mostrou que a fase é péssima, antes disso todos sabiam, porém foi aí que apareceu a gravidade da situação.
   Meus caros lusitanos, assim como eu, acredito que a vontade de ir ao Canindé existe, mas a alegria e confiança não é a mesma como antes. Coitado do Jorginho, um dia conseguiu dar a Portuguesa, um momento que muitos antes não viveram, e agora vive um outro extremo também não vivido. 
   Pode fazer conta, falar que ainda dá, mas na realidade atual a briga é para não ser rebaixada. Do que adianta conseguir algo melhor sem um trabalho de longo prazo? Do que adianta chegar a série B, e depois por incompetência cair novamente? Torço sim por resultados positivos, torço ainda mais por trabalhos positivos, que gerem frutos por grande tempo.

sábado, 9 de julho de 2016

Sempre dá para piorar

   Se um dia a coisa está feia, fique tranquilo, a coisa está melhor do que o vem por aí. Esse é o lema da Portuguesa nos últimos anos. Cada ano que passa, os elencos montados parecem que são os piores, mas no ano seguinte, ele sempre será considerado melhor do que o atual.
   Um vexame maior que o outro em cada campeonato. Se nessa série C, não bastasse a goleada sofrida dentro de casa contra o Botafogo por 5 a 0, agora perder de virada para o Guaratinguetá, último colocado da competição, que em 7 jogos, perdeu 6 e empatou 1, foi uma facada enorme no peito dos lusitanos. Para esse torcedor que apoia, vibra e xinga, nenhuma palavra vai solucionar o sentimento ruim sentido nesse momento. Para os lusitanos que viram na seleção de Portugal, um alento para a condição do clube luso, e uma esperança que o "impossível" é possível.
   Nessa partida, que ocorreu na cidade de limeira, o campo estava muito ruim, para os dois lados, e os dois times são ruins, mas parece que a lusa está dormindo em campo, e claro a falta de qualidade técnica fazem com que esses vexames aconteçam.
Heróis da arquibancada
   66 heróis acompanharam a vitória do time da garça, que mostrou mais vontade de ganhar e sair da situação. Jorginho, coitado, não pode fazer omeletes sem ovos, aliás essa cozinha está bem bagunçada, os ingredientes todos genéricos, pior que o prato principal tem que sair logo, senão o tempo acaba.
   Um time que não cria, que não tem jogadas de ataque, somente aguarda a jogada de bola parada. Poucas finalizações, em cada 5 oportunidades, se chegar a tudo isso, 4 são isoladas do campo, e uma e um chute fraco. Quem não ataca, não vence, e é assim que a luta nesse ano parece que é a sobrevivência na terceira divisão. Que situação estamos, há alguns anos atrás, lamentávamos que na série b, só conseguíamos a quinta colocação, ficando de fora do acesso. Hoje, estamos na terceira divisão, rondando a quarta, fora do cenário, fora dos grandes eventos e do lugar onde sempre frequentamos e devemos frequentar, entretanto para isso tem que voltar na bola, no campo, com um trabalho consistente e responsável, mesmo que demore, mas com evolução e transparência.
 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Perdidos

   Perdidos como sempre, mas dessa vez a situação é bem mais complicada. A Lusa, ontem em Varginha, demonstrou que mais uma vez está esperando o sopro de  vento para encontrar o destino desse ano.
   Duas equipes iguais em pontos e qualidade. Como de costume, os donos da casa tomam atitude de ataque, até esse momento nenhuma novidade, porém no decorrer da partida, a Portuguesa, não mostar reação. É um trauma jogar fora de casa, principalmente em jogos como esse, interior e sem qualidade.
   É uma situação horrível falar de outras pessoas, mas o jogador Vinícius, desculpa, não dá para continuar no elenco, muito menos como um dos titulares. Indico  empréstimo para um que queira. Outro jogador que ainda deve receber oportunidade, entretanto não mostrou nada de qualidade, é o Renato Kaiser, que de Kaiser (imperador em alemão) não tem nada.
   Gratidão é algo nobre e todos devem utilizar. Bruno Mineiro merece todo obrigado pelo ano de 2012, e pelos gols desse ano, mas já se vê que não terá a mesma eficiência, devido ao físico.
   No geral, estamos em um navio com ótimo capitão e péssimos marujos. O jeito é achar o tesouro perdido para evoluir na competição, senão o fundo do mar será o único destino.

sábado, 2 de julho de 2016

Calculadora na mão

   Em conversa de boteco, da padaria, entre a família e nas arquibancadas, o assunto quando se fala em Portuguesa, é a briga pelo acesso. Na véspera dos jogos e depois da rodada, todos nós torcedores fazemos as contas de quanto precisamos para ficar entre os quatro primeiros.
   Estamos na sétima rodada do primeiro turno. Quase metade do campeonato foi jogado. A lusa tem mais 3 partidas para encerrar o turno. Sendo duas partidas fora de casa. Nesse domingo, enfrentamos o Boa Esporte em Minas Gerais, depois no interior, o lanterna Guaratinguetá e por último no Canindé, o Tombense.
Resenha de arquibancada
   Analisando em termos de campeonato, empatar com o Boa, não é um mau resultado. Claro, pensando nos próximos jogos, pois fora contra o Guara, a vitória é obrigação, pois é o bêbado da tabela. Logo em seguida, 3 pontos em casa é fundamental, mesmo que contra a boa equipe do Tombense. Nesse pensamento, 7 pontos somados, levaria aos 13 pontos e não deixaria os ponteiros escaparem. 
   Virando o turno, vencer o vice - lanterna Macaé também é obrigação, sendo que já perdemos na estréia da série C, e em seguida o vencer em casa o Mogi Mirim. Nessa ótima estimativa, a rubro - verde iria aos 19 pontos, com ainda 7 jogos para acabar a primeira fase, sendo que em média, os classificados somam 27 a 32 pontos.
   Queremos vencer todas as partidas, mas é uma utopia, o pensamento acima também é considerado por muitos um sonho dourado. Basta torcer, apoiar. Os jogadores devem ter ciência da importância de cada jogo, cada dividida, fazer de cada oportunidade recebida uma boa chance. Ser inteligente a cada jogo é necessário. Saber se adequar as adversidades e obstáculos e colocar a bola na rede, aproveitem a oportunidade conquistada.