domingo, 23 de abril de 2017

Comemorar não, trabalhar!

  Por uma vitória a Portuguesa se safou de mais um rebaixamento. Evolução diminuta para o que esperava - se neste ano. A mediocridade alheia bastou para que a nossa não se superasse.
  Uma lição básica e lógica, vitória é melhor do que um empate. Outra lição, quando o "planejamento" não está saindo como esperado, mude logo a estrategia. A demora na saída do pseudo técnico inicial, quase custou a permanência na A2. Por mais problemas no elenco e divergências no modo de jogo do Estevam, a melhoria no time foi visível.
  Eu tenho vergonha alheia de quem participou efetivamente dessa competição. De uma quase classificação, que deveria ser obrigação, para uma briga até o fim contra o rebaixamento. Sentaria na varanda, refletiria, e no dia seguinte começava a mudar essa história.


  A derrota por 2 a 1 frente ao XV de Piracicaba mais uma vez mostrou o sofrimento físico da equipe. Eles lutam, isso não podemos negar, mas a qualidade é baixa. Hoje, talvez, podemos comemorar a salvação, entretanto, a partir de amanhã o pensamento é total na reestruturação do elenco. Leandro Domingues, melhor jogador, não fica. Não é para menos, um clube sem dinheiro e na situação que está, um profissional dessa qualidade não fica mesmo.  
  Há 28 dias para uma melhoria notória. A série D e a Copa Paulista vem aí. Quem sabe um bom membro da diretoria de futebol possa dar uma olhada nos atletas que enfrentamos no Paulista, tendo em vista que muitos não jogarão nem o brasileiro. Gostaria só de lembrar que, caso a Lusa não consiga o acesso e não seja campeã da Copa Paulista, estará fora do Campeonato Brasileiro no ano que vem. Nunca chegamos tão perto do fim.

Que sofrimento!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O velho filme

  Noite gelada e futebol frio. A única coisa quente foi as três pancadas levadas. De uma quase classificação, agora é hora de se salvar mais uma vez, ou não.
  Filme velho que voltou em exibição na Portuguesa. Na última quarta, as contas era para entrar no G4. Cinco dias depois, o resultado negativo trás o terror do rebaixamento. Se a Lusa não se ajudar, vai ter que torcer para o Bragantino vencer o Votuporanguense. Perder por 3 a 2 em casa não pode. Pela situação atual, contra um adversário direto, o empate era o mínimo. Limitação dá nisso, quando precisa, o resultado não aparece.
  Não adianta mudanças, adianta melhorias. Mudar os nomes e continuar a mesma coisa não serve. O mata - mata dá série D, se classificar, é mais complicado do que os jogos atuais. Ficou nítido a necessidade de três zagueiros. Atacante que saiba guardar. E claro, um meia que ajude a armar jogadas. Desilusão total aos torcedores. Time medíocre.
 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Sentimento: Frustado

  O resultado contra o São Caetano, definiu o futuro da equipe rubro verde na série A2. Depois do balde de água fria, contra o Guarani, a derrota por 2 a 0, tirou a invencibilidade dentro de casa e a briga pela classificação.
  Há anos o clube paga por começos ruins nas competições. Aquelas derrotas iniciais, fora de casa, que aceitamos por ser o início, arruína o resto do torneio. O clube sofre de uma doença crônica, sempre que acontece uma partida decisiva, para mudar a situação na tabela, o time perde. Incrível que esses resultados ocorrem no Canindé. Como dizem: Coisas que só acontecem com a Portuguesa. Não é de hoje, temos exemplos como a série B de 2009 e 2010, e paulista dos mesmos anos.
  Nesta temporada, o pecado mortal foi a contratação e manutenção do Tuca Guimarães. Pontos e mais pontos perdidos em 9 rodadas com o antigo treinador. Estevam precisou de tempo para arrumar o time e colocar lucidez. Ganhou com a chegada de Leandro Domingues. Conseguiu uma sequência de 5 jogos sem perder, com 4 vitórias e 1 empate. Uma hora iria perder, o cansaço iria ser mais um adversário. Não deu outra, derrota para o azulão em jogo decisivo.


  Se o torcedor abrir o Facebook e ler a pergunta padrão da linha do tempo, "O que você está pensando?", a resposta será oportunidade perdida pela Portuguesa. Oportunidade de ficar 2 pontos do G4, com chances enormes de assumir a quarta posição. O sentimento é de frustração, decepção e impotência. 
  Resta não ser rebaixada e focar na série D. Preparar o físico e psicológico para a competição mais importante do ano. Não pode haver falhas e desculpas.

Vai Portuguesa, o amor não vai acabar.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Lembra desse jogo?

  A Portuguesa enfrenta nesta quarta - feira o vice - líder dá Série A2, o São Caetano. Com a classificação encaminhada, o time do ABC vai ao Canindé para retomar a liderança. Atualmente​ com 31 pontos, está um ponto do Água Santa.
  Na décima colocação, a Lusa tenta suas últimas tentativas para chegar ao G4. Quem sabe consiga a vitória como conseguiu em 2011. Em outra situação, no ano da Barcelusa, o resultado foi de 5 a 2. O jogo era válido pela oitava rodada da série B, o começo da ascensão para o título.
  O time do Canindé já estava na ponta a tabela, com 17 pontos e enfrenta o sempre difícil azulão. Em uma noite inspirada, as cores rubro verdes, venceram o azul do ABC. Edno (2x), Marcelo Cordeiro, Ananias e Leandro Silva marcaram para a Portuguesa, enquanto Geovane e Souza descontaram (Veja os gols abaixo). Com o resultado, a liderança foi assegurada com 17 pontos, e 25 já marcados.
  O torcedor lusitano se apega a essas glórias para continuar com esperança de um futuro melhor. A Lusa ainda defende a invencibilidade dentro do Canindé nesse Paulista.


Sorte, Lusa!

domingo, 9 de abril de 2017

Portuguesa irreconhecível

   Quase deu. Por pouco a Portuguesa saiu de Campinas com a vitória. Foram mais de 90 minutos embaixo de um sol escaldante e uma guerra bem travada. No final, o placar de 1 a 1 virou um banho de água fria nos interesses da equipe visitante, mas a postura em campo deu uma grande moral aos jogadores.
  Há seis anos que a Lusa não vence o Guarani como visitante. Isso é por causa da postura amedrontada, como se fosse um cachorro perdido, quando joga fora do Canindé. Foram derrotas e mais derrotas pelos campos do Brasil, contra o bugre, nesse tempo, foram quatro. Hoje, o time foi irreconhecível jogando longe de seus domínios. Porém, isso foi algo positivo, já que durante toda a partida, os jogadores mostraram postura, raça, gana, impondo grandes dificuldades aos donos da casa. 

                                                                                      Reprodução Site Portuguesa

  Depois de encontrar um esquema de jogo, com o chamado time titular, as coisas entraram no eixo, graças a Estevam Soares. Por mais que caía a qualidade técnica, as mudanças de um ou outro atleta, não muda tanto o que deve ser feito. Prova disso foi a entrada de Bruno Duarte, que entrou pela ausência do Brunão. O garoto entrou e marcou o gol em uma "decisão". A tranquilidade que esse gol deu, foi de fundamental importância, pois a equipe rubro verde jogou mais leve e poderia ter marcado mais. Não pode deixar de registrar o pênalti não marcado em Leandro Domingues. Querendo ou não, foi prejudicial ao resultado final, além do cansaço físico. 
  Não deu para atuar a partida inteira com o mesmo ritmo. O sol em Campinas estava de fritar ovo no asfalto. Os atletas começaram a sentir, e quem precisava do gol veio para cima. O bugre chutou, pressionou e Berna estava lá para salvar. Fumagali abusou de suas faltas, que só paravam com a boa atuação do goleiro. A defesa lusa foi muito bem, sendo primordial a não deixar aumentar a pressão. Parecia que a vitória viria. Ficaríamos um ponto do próprio time campineiro, mas o árbitro marcou pênalti no toque de mão do Amaral, no meu modo de entender, inexistente essa penalidade. Nesse momento o calor perdeu lugar para o frio na barriga. A alegria transformou - se em decepção, após o empate. Não foi dessa vez.
  Apesar da frustração, fica a esperança de um futuro melhor. Já vimos que dá para fazer omelete com esses ovos, entretanto é preciso mais. Por mais que reste chances matemáticas de classificação, ficou difícil chegar. Agora é a vez de pegar o líder, em casa. Bom para saber se podemos jogar com outras boas equipes e tirar bons resultados. A série D em sua primeira fase não é tão complicada, basta continuar com esse desempenho dentro de campo, para conseguir ir longe e alcançar o objetivo do ano, o acesso no brasileiro. 

sábado, 1 de abril de 2017

Será Lusa?

  O que parece difícil, torna-se fácil, e volta a ser difícil. Assim se resume as partidas da Portuguesa. Apesar das dificuldades, deve ser reconhecido os resultados alcançados. Dessa vez a vitória veio fora de casa, aliás, a primeira na competição. O resultado anima os torcedores, que veem o G-4 chegando, mas ainda esperam um melhor futebol.
  
  Nesse sábado, 01, a Lusa venceu o Rio Preto, em São José do Rio Preto, por 2 a 1. Adilson e Tárik fizeram os gols rubro-verde, enquanto Juan descontou o marcador. O resultado final foi definido no primeiro tempo. Com retrospecto negativo fora de casa, pois ainda não havia vencido, o time do Canindé estava desacreditado. Encarando um dos times da zona de rebaixamento, a pressão pela primeira vitória aumentava. Quando menos se esperava, saiu o primeiro gol e logo depois o segundo. A situação parecia de goleada, ou pelo menos de facilidade, mas não foi assim. Juan diminuiu e deu ânimo aos donos da casa. A partir desse momento, só deu Rio Preto.
  
  Berna como sempre vem salvando a pátria. Muitos o criticam, porém esquecem de ver os lances que ele salva. Não é um Neuer da vida, mas está bem melhor do que os últimos que passaram no nosso gol. Os resultados positivos passam pela vinda o Leandro Domingues, a lucidez no meio campo, com passes de categoria, algo em ausência no elenco. Os zagueiros Everton e Vinícius dão trabalho para a torcida e comissão técnica. Uma hora salvam, outra entregam. Rico dispensa qualquer comentário, só compõe o elenco. 



  Enfim um triunfo fora de casa. Apesar do sofrimento durante grande parte do jogo, principalmente no final, valeu a pena. Agora é a terceira vitória seguida na mesma competição, algo que não acontecia desde o paulista do ano passado. Coincidentemente, dois adversários foram os mesmos desse ano, Penapolense e União Barbarense, o outro foi o Independente. Nesse momento a tabela parece amiga. Chegamos aos 22 pontos, podendo ficar a no máximo 4 pontos da quarta posição, até o fim da rodada. Lá no fundo a esperança reacende. Será que dá? Restam 4 partidas: Guarani (f), São Caetano (c), Oeste (c) e XV de Piracicaba (f). Dois na luta pela classificação e dois na luta contra o rebaixamento. Até lá pode mudar as condições, mas se não bobear, dá para sonhar.

Obs: Dos 11 times que tem chance de classificação, a Portuguesa é a única com saldo de gols negativo. - 2 atualmente.