Quase um mês da decepcionante e dolorosa eliminação na
primeira fase da série D, e a Lusa vai tentando se reconstruir. Sem tempo para
pensar, a reação começou através da Copa Paulista. Um torneio para salvar o que
restou de dignidade do clube. Com duas fases de grupo, ainda tem muito chão
para andar e somente o título pode levar a Portuguesa de volta ao brasileiro da
série D.
Neste último fim de semana, a Lusa, jogando em casa, perdeu
de virada para o São Caetano, por 3 a 2. Sempre uma pedra no sapato rubro –
verde, o azulão conseguiu virar o jogo depois de ter sofrido a virada. A
partida trouxe um pouco da realidade do fraco elenco. Depois de começar bem,
tendo 3 vitórias e 1 empate nas primeiras quatro rodadas. Muito dessa campanha
é devido os adversários serem do mesmo nível e no elenco do Canindé ter
Marcelinho Paraíba. O camisa 10 tem sido o diferencial no resultado final. Já
foram 4 gols, fora as assistências. Mas o futebol do restante não é um
diferencial para os outros times.
Como sempre, o gol está seguro com Ricardo Berna, com suas
boas defesas e liderança. A defesa é insegura, pois entre os zagueiros, apenas
Gabriel Santos mostra um bom futebol. Entre os laterais, a dificuldade é
extrema na marcação e no apoio ao ataque. No meio, como sempre, os nomes vão
mudando e o baixo nível técnico continua. Quem mantém a média um pouco alta é o
Paraíba. No ataque, depende – se dos lampejos do Luizinho e do esforço do Bruno
Duarte. Mesmo com esses problemas, os resultados apareceram. Por que será que
na série D, com times de mesmo nível técnico, isso não aconteceu?
Bom, tínhamos 6 jogos, sendo que 9 pontos resolvia a
situação na primeira fase. Ou seja, três vitórias em casa bastavam para avançar
de fase. Veja como um simples planejamento poderia ter feito outra história.
Chorar o leite derramado não adianta, apenas aprender e não repetir o que já
fez. Por enquanto, a liderança do grupo 3 do atual torneio é nossa. Os 10 pontos
dão confiança, entretanto há muito o que melhorar.
Há um longo caminho para seguir: restam 9 rodadas para o
término desta fase, depois os 4 melhores são divididos em um novo grupo de 4
clubes, juntamente com os outros 4 melhores do grupo 1 e 2. Serão 6 rodadas,
ida e volta, com os dois melhores classificando – se para o mata – mata. A fase
eliminatória começa nas quartas – de – final, sendo que o campeão decide se irá
para a série D 2018 ou a Copa do Brasil. Difícil, mas esperamos que a
Portuguesa possa chegar na final em novembro e escolher se reerguer desde já.
