domingo, 23 de julho de 2017

Tudo como sempre

Quase um mês da decepcionante e dolorosa eliminação na primeira fase da série D, e a Lusa vai tentando se reconstruir. Sem tempo para pensar, a reação começou através da Copa Paulista. Um torneio para salvar o que restou de dignidade do clube. Com duas fases de grupo, ainda tem muito chão para andar e somente o título pode levar a Portuguesa de volta ao brasileiro da série D.

Neste último fim de semana, a Lusa, jogando em casa, perdeu de virada para o São Caetano, por 3 a 2. Sempre uma pedra no sapato rubro – verde, o azulão conseguiu virar o jogo depois de ter sofrido a virada. A partida trouxe um pouco da realidade do fraco elenco. Depois de começar bem, tendo 3 vitórias e 1 empate nas primeiras quatro rodadas. Muito dessa campanha é devido os adversários serem do mesmo nível e no elenco do Canindé ter Marcelinho Paraíba. O camisa 10 tem sido o diferencial no resultado final. Já foram 4 gols, fora as assistências. Mas o futebol do restante não é um diferencial para os outros times.

Como sempre, o gol está seguro com Ricardo Berna, com suas boas defesas e liderança. A defesa é insegura, pois entre os zagueiros, apenas Gabriel Santos mostra um bom futebol. Entre os laterais, a dificuldade é extrema na marcação e no apoio ao ataque. No meio, como sempre, os nomes vão mudando e o baixo nível técnico continua. Quem mantém a média um pouco alta é o Paraíba. No ataque, depende – se dos lampejos do Luizinho e do esforço do Bruno Duarte. Mesmo com esses problemas, os resultados apareceram. Por que será que na série D, com times de mesmo nível técnico, isso não aconteceu?


Bom, tínhamos 6 jogos, sendo que 9 pontos resolvia a situação na primeira fase. Ou seja, três vitórias em casa bastavam para avançar de fase. Veja como um simples planejamento poderia ter feito outra história. Chorar o leite derramado não adianta, apenas aprender e não repetir o que já fez. Por enquanto, a liderança do grupo 3 do atual torneio é nossa. Os 10 pontos dão confiança, entretanto há muito o que melhorar.


Há um longo caminho para seguir: restam 9 rodadas para o término desta fase, depois os 4 melhores são divididos em um novo grupo de 4 clubes, juntamente com os outros 4 melhores do grupo 1 e 2. Serão 6 rodadas, ida e volta, com os dois melhores classificando – se para o mata – mata. A fase eliminatória começa nas quartas – de – final, sendo que o campeão decide se irá para a série D 2018 ou a Copa do Brasil. Difícil, mas esperamos que a Portuguesa possa chegar na final em novembro e escolher se reerguer desde já.