sábado, 27 de maio de 2017

Assim não vai dar

   As coisas se repetem na Portuguesa. Infelizmente, sempre é no lado negativo. Outra derrota fora de casa, sem um mínimo de reação. Enquanto o adversário ataca, o nosso time apenas "tenta". Faz tempo que estão tentando. Nada muda ou evolui. O técnico teve tempo de treinar e melhorar o coletivo. O que aconteceu? Nada. Parece que hoje os atletas não entraram no gramado. Haja paciência!


   Já vi times tecnicamente ruins conseguirem alcançar grandes conquistas. Mas um time sem esquema tático, com ou sem jogadores com boa técnica, não chegam a lugar algum. A derrota para o Bangu foi dolorida. Tomar um gol no primeiro minuto é falta de atenção. Pelas dificuldades, começar atrás no placar é sinônimo de derrota. A intertemporada não serviu de nada. Continuou a mesma coisa do ano passado e do paulista deste ano. Até quando vai continuar assim?!
  O que tem de melhor no elenco da Lusa, morre no oceano de ruindade. Com certeza, deste jeito não vai passar no primeiro mata - mata, se chegar lá. O perigo de cair de forma precoce é grande. Não parece, mas é a verdade. É difícil falar depois do ocorrido, porém, não deu certo o técnico Estevam Soares nesta passagem. Não conseguiu impor um estilo de jogo, muito menos trazer bons resultados. Por outro lado, quem iremos trazer no lugar?! Isto era para ter sido pensado no fim do paulista. Agora vamos ter que sofrer.
   Qual a desculpa que vai ser dada agora? Falta de treino ou tempo? Engraçado, o Bangu, por exemplo, também teve contratações, treinou praticamente o mesmo tempo que o elenco luso, porém, dentro de campo foram bem superiores. Não que o time carioca seja um primor, mas a nossa ruindade dá a chance do pior ser o melhor. Em campo, apenas o Ricardo Berna e o Fernandinho jogaram, os outros estavam apagados, abaixo da média que já é baixa. Obrigado, Berna. Você salvou o gol e o saldo de gols da equipe para o restante da competição.
  O futuro será sombrio. Nada de facilidade ou esperança de vitórias. A obrigação não está sendo feita, nem pela metade. A primeira fase era para ser tirada de letra. A hora de repensar já passou, e a Lusa está ficando para trás. Deste jeito, não vai subir nem com ajuda do juíz.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Passo 2


   Chegou a hora do segundo e importantíssimo jogo da série D. Desta vez, o adversário será o conhecido Bangu. Digo conhecido pelo clube, não pelo elenco. Na estréia, venceu por 3 a 1 o Villa Nova, em Minas Gerais. Um resultado que coloca certo receio, tendo em vista o bom resultado fora de seus domínios. Por outro lado, os segundo e terceiro gol dos cariocas, saíram de cobranças de pênaltis. 

   Primeiramente, é muito triste ver a Portuguesa tendo que se preocupar em uma partida como esta. O clube chegou a beira do fim. Mas devemos viver a realidade, para um dia voltar a grandeza do passado. Neste sábado, além de um triunfo, é importante acompanhar se haverá evolução no coletivo. No primeiro jogo, apesar o bom resultado, não se viu nada de diferente do campeonato paulista. Outro grande desafio em Moça Bonita, palco da próxima partida, será vencer fora do Canindé. Somente duas vitórias em 2017 fora de casa. Um problema que não é só deste ano. Em outras temporadas, o clube sofreu nas competições pela ineficiência longe de São Paulo. Um time que precisa do acesso, tem que impor respeito dentro e fora do seu estádio.

   A esperança que os atacantes desencantem é grande. Adilson e Luizinho precisam ir às redes. Marcelinho Paraíba e Leandro Domingues irão ajudar e muito. Nas bolas paradas o adversário vai ter grande dor de cabeça. Há muito tempo a Lusa não tinha bons cobradores de falta e escanteios, agora tem dois. O sistema defensivo parece se acertar aos poucos. Só falta o Amaral, lateral - direito, subir mais ao ataque.  

   A partida torna-se decisiva, já que os dois times estão com 3 pontos, e uma vitória significa a liderança isolada e encaminhamento para a classificação. Para a Lusa, o resultado positivo significa aumentar o grau de confiança entre os atletas e torcedores. Não podemos negar que um empate, em termos de classificação é resultado expressivo. Tomara que a parte física não atrapalhe, pois o jogo começará as 15:00 horas. Que a Santa Portuguesa nos ajude e dê forças para mais vitória.

Vai Lusa!!!









domingo, 21 de maio de 2017

Tudo igual

  Suado, ou melhor, molhado. Foi assim a estréia da Portuguesa na série D. Com apenas 674 torcedores, a busca pelo acesso começou embaixo de muita chuva. A situação já não era atrativa ao público, e a chuva atrapalhou aqueles poucos que criaram coragem para ir ao Canindé.
  Dentro de campo, vimos a estréia de Marcelinho Paraíba e Gabriel Santos. Estas foram as únicas novidades no gramado, pois o esquema tático continuou o mesmo e a falta de toque de bola atrapalhou o lado rubro verde como sempre. Entra e sai campeonato, o time não tem a capacidade de trocar passes, criar jogadas. A Desportiva Ferroviária, também com suas limitações, mostrou que pratica o toque de bola.
  Por não conseguir tocar a bola, a Lusa encontra nos chutões e cruzamentos, o caminho para chegar ao gol. Percebam, todo chutão é para o Adilson. Nessa "jogada", sempre o zagueiro ganha no alto e a bola volta para a outra equipe. Resumindo, perdemos a posse de bola. Outro detalhe, o esquema de jogo está voltado para a defesa, então, quando acontece uma roubada de bola, não se consegue o contra - ataque, já que os atacantes estão defendendo e não sabem se posicionar de forma para um possível desarme.
  O técnico Estevam Soares parece que não usou bem o tempo para treinar a equipe. Foram apenas duas peças novas no time, e não vimos nenhuma novidade. Parecia mais uma partida na A2, com um gol e a defesa tomando pressão. Teve momentos que todos os 10 jogadores de linha da Desportiva estavam no campo de ataque. Desta pressão, só se aproveitou apenas uma jogada para puxar um contra - ataque. Há muito o que evoluir. A intertemporada não​ mudou em nada.
  Bom início do Marcelinho Paraíba, dando mais lucidez ao meio campo e ataque, juntamente com o Leandro Domingues. O técnico vai precisar arrumar a posição dos dois, para evitar que fiquem no mesmo espaço todo tempo. A outra estréia foi muito positiva. O zagueiro Gabriel Santos chegou marcando gol, mas o seu papel principal foi bem feito. Mostrou segurança e simplicidade, sem inventar nas jogadas. Provavelmente ganhe a titularidade no decorrer das competição.
  O pior momento da Portuguesa começou com vitória. Porém, a partida inicial, parecia mais um jogo da A2. O time muito recuado, principalmente no segundo tempo, deixou a sensação de insegurança em todos. A alegria dos 3 pontos fica menor quando pensa-se que é só o começo, e há muito o que melhorar. Que venha o Bangu, lá no Rio de Janeiro. A equipe carioca venceu fora, dando mais apreensão aos lusitanos. Vamos ver o que nos espera. Um empate é bom resultado.
Espero eu comemorar o acesso tanto sofrimento!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Tem que subir Lusa



  Se a História entra em campo, acredito que esteja na hora dos bons momentos do passado voltarem a acontecer. A situação atual da Lusa até parece natural pelos péssimos desempenhos dos últimos anos. Só quem vive e conhece o clube, sabe o declínio ocorrido em uma linda e antiga trajetória de quase 97 anos.
  Os descensos, derrotas vexatórias e péssimas​ administrações são uma rotina dentro da Portuguesa. O torcedor apaixonado vive tão carente de situações positivas, que deixa - se levar pelas palavras ditas e atitudes não feitas. Presidente, diretor e companhia, chegam aos microfones e dizem muito e pouco está sendo mudado.
  Não vamos entrar na discussão se o time tem a obrigação ou não do acesso. Se um dia alguém falou, pensou algo diferente, pode cair fora. Creio que por mais amadorismo que já aconteceu, não chegaria ao cúmulo de não brigar pelo acesso em algum "planejamento".
  Jamais a Portuguesa poderia chegar no lugar que chegou. Entretanto, já que está aí, aproveite para uma limpeza geral. Tchau parasitas. Não adianta um bom resultado a curto prazo, sem uma real estrutura. Subir para cair e continuar na pindaíba só agrava os problemas. Para um dia ser grande, tem que subir degrau por degrau.
  Para quem olha de fora, o sentimento pelo clube é de dó. Um estádio bem localizado mas mal conservado. Trapalhadas e mais trapalhadas mostram a total falta de profissionalismo. Coisas que só acontecem com a Portuguesa parece acasos do destino, mas o culpado tem outro nome: amadorismo.
  Ainda com tudo isso, há quem pega seu manto e vai ao Canindé acompanhar uma paixão. Domingo não será diferente. Vamos lá novamente. Não podemos deixar a Lusa morrer, não podemos.