O torcedor da Portuguesa vive nos últimos anos um mesmo roteiro em campeonatos diferentes: sempre ficar no quase. Dessa vez, infelizmente, não foi diferente. A torcida apoiou, acreditou, mas o resultado final foi a decepção lusitana.
No sábado, a partida tinha que ser tratada como a sobrevivência, o último pedaço de carne, o último fio de esperança. Bastou 45 minutos apenas para tornar todo entusiasmo em grande frustração. O Santo André conseguiu marcar duas vezes devido a algo que tínhamos esquecido: fragilidade técnica. O técnico Vica conseguiu tirar da nossa memória essas horroridades por um tempo, até que no momento crucial tudo voltou à tona. Presidente que afunda o clube, time sem estrutura alguma tecnicamente, clube quase no fim. O menos pior aconteceu, não cair para série A3. Porém o gostinho de quero mais está ainda com a torcida Lusa. Vimos que não precisa muito para conseguir voos maiores. Só mais um ponto, nessa campanha ruim, bastaria para classificar. Vem na memória aquele gol do Rio Claro no finzinho, ou aquele pênalti para Santista no apito final. O "se" não joga, mas poderia ser o diferencial para o futuro lusitano.
Claro que a classificação não traria o acesso, mas no mata - mata poderia ser a nossa hora. Não foi dessa vez, mais uma vez. É difícil torcer para um time que não tem esperança futura. Difícil torcer para um time que jogará só daqui 4 meses e sabe se lá o que acontecerá. A única certeza que o torcedor da Portuguesa tem é que não se pode confiar nesse time.
segunda-feira, 1 de abril de 2019
Fim da esperança
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