sábado, 9 de julho de 2016

Sempre dá para piorar

   Se um dia a coisa está feia, fique tranquilo, a coisa está melhor do que o vem por aí. Esse é o lema da Portuguesa nos últimos anos. Cada ano que passa, os elencos montados parecem que são os piores, mas no ano seguinte, ele sempre será considerado melhor do que o atual.
   Um vexame maior que o outro em cada campeonato. Se nessa série C, não bastasse a goleada sofrida dentro de casa contra o Botafogo por 5 a 0, agora perder de virada para o Guaratinguetá, último colocado da competição, que em 7 jogos, perdeu 6 e empatou 1, foi uma facada enorme no peito dos lusitanos. Para esse torcedor que apoia, vibra e xinga, nenhuma palavra vai solucionar o sentimento ruim sentido nesse momento. Para os lusitanos que viram na seleção de Portugal, um alento para a condição do clube luso, e uma esperança que o "impossível" é possível.
   Nessa partida, que ocorreu na cidade de limeira, o campo estava muito ruim, para os dois lados, e os dois times são ruins, mas parece que a lusa está dormindo em campo, e claro a falta de qualidade técnica fazem com que esses vexames aconteçam.
Heróis da arquibancada
   66 heróis acompanharam a vitória do time da garça, que mostrou mais vontade de ganhar e sair da situação. Jorginho, coitado, não pode fazer omeletes sem ovos, aliás essa cozinha está bem bagunçada, os ingredientes todos genéricos, pior que o prato principal tem que sair logo, senão o tempo acaba.
   Um time que não cria, que não tem jogadas de ataque, somente aguarda a jogada de bola parada. Poucas finalizações, em cada 5 oportunidades, se chegar a tudo isso, 4 são isoladas do campo, e uma e um chute fraco. Quem não ataca, não vence, e é assim que a luta nesse ano parece que é a sobrevivência na terceira divisão. Que situação estamos, há alguns anos atrás, lamentávamos que na série b, só conseguíamos a quinta colocação, ficando de fora do acesso. Hoje, estamos na terceira divisão, rondando a quarta, fora do cenário, fora dos grandes eventos e do lugar onde sempre frequentamos e devemos frequentar, entretanto para isso tem que voltar na bola, no campo, com um trabalho consistente e responsável, mesmo que demore, mas com evolução e transparência.
 

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