segunda-feira, 18 de julho de 2016

Que fase, Lusa!

   Cada dia que passa parece o fim, cada jogo a falta de entrega está difícil. Sabemos os problemas que os jogadores passam na Portuguesa, porém no meu modo de entender quem não está feliz, por favor não joga. Assim como muitos nesse país, eles são funcionários, e pode pedir para sair, ainda mais se as obrigações como empregador não está sendo feita.
   Falta técnica! Isso é claro e ninguém discorda. Não adianta ter raça, garra sem ter o quesito principal, entretanto se faz necessário nesse momento ter também essa vontade de jogar.
   Depois de 96, foram poucos os trabalhos que deixaram a torcida lusitana com sorriso no rosto e felicidade no coração. Podemos destacar a campanha de 98 na primeira divisão. Nesse mesmo ano, o campeonato paulista e o caso Castrilli. Depois disso, trabalho realmente de destaque foi o de 2011, que mãos mérito do técnico Jorginho e seus jogadores, do que da diretoria comandada por Manuel da Lupa. Aliás nesses anos, poucos da direção são de confiança para a Lusa. Luis Iauca é um deles. Colocou dinheiro no clube, nem foi investimento, foi gasto, pois sabemos que dali é difícil voltar o que colocou.
   Encerrou - se o primeiro turno, a lusa não conseguiu alcançar a casa dos dois dígitos em questão de pontos. Foram 9 jogos, 5 no Canindé e 4 fora de casa. De 5 jogos como mandante, somamos apenas 4 pontos, em uma vitória contra o Ypiranga que fora de sua casa não tem mostrado tanta força, e um empate contra o Guarani, jogo em que a lusa foi bem. Os outros resultados deixaram marcas dolorosas e vexatórias para a equipe. Primeiro aconteceu a derrota, no jogo sem torcida, para o Macaé na primeira rodada, atualmente é um dos piores da competição. O resultado de 2 a 1 foi no mínimo um retrato do que seria as outras partidas. Na quarta rodada veio o vexame maior. Um passeio do Botafogo de Ribeirão Preto por 5 a 0, sem dó nem piedade. A pantera mostrou as garras e os dentes e a equipe do Canindé cedeu a pressão. E agora a derrota mais fresca para o Tombense.
Sardinha, torcedor símbolo, reclama e xinga em todo jogo, pois vai há todos
   Em outros estádios a rubro - verde conseguiu em 4 jogos, resultados surpreendentes. Em Mogi Mirim empatou sem gols com o time da cidade. Depois, surpreendeu ao vencer o Juventude em Caxias. Contra o Boa Esporte perdeu, que aliás é um resultado normal pelas condições atuais, mas o resultado que deu um soco na esperança de qualquer lusitano, foi perder de virada para o lanterna Guaratinguetá. Esse jogo mostrou que a fase é péssima, antes disso todos sabiam, porém foi aí que apareceu a gravidade da situação.
   Meus caros lusitanos, assim como eu, acredito que a vontade de ir ao Canindé existe, mas a alegria e confiança não é a mesma como antes. Coitado do Jorginho, um dia conseguiu dar a Portuguesa, um momento que muitos antes não viveram, e agora vive um outro extremo também não vivido. 
   Pode fazer conta, falar que ainda dá, mas na realidade atual a briga é para não ser rebaixada. Do que adianta conseguir algo melhor sem um trabalho de longo prazo? Do que adianta chegar a série B, e depois por incompetência cair novamente? Torço sim por resultados positivos, torço ainda mais por trabalhos positivos, que gerem frutos por grande tempo.

Um comentário:

  1. Aceitar passivamente o caso Heverton selou o destino da Portuguesa. Ninguém provou que o clube ou algum dos seus dirigentes fosse culpado de coisa alguma e ainda assim o clube aceitou, repito, passivamente o prejuízo moral e financeiro que lhe foi impugnado pela CBF. Nenhum clube conseguiria passar incólume por um golpe como esse. A saída para a Portuguesa, se é que ainda existe uma, é buscar seus direitos na justiça.

    ResponderExcluir