sábado, 17 de setembro de 2016

Quem será o Alex Alves?

Faltando pouco para o jogo crucial na vida Lusa, nos apeguemos ao que poderá trazer o resultado positivo e a sobrevivência no campeonato. Qualquer positividade é bem vinda, já que a situação real é desastrosa. Algo que seja diferente, provavelmente, será para melhor, seja ela uma palavra de incentivo ou um canto de amor.
  O jogo desse domingo, às 16 h, contra o Tombense entrará para a memória e história lusitana. Durante essa semana, muitos torcedores compartilharam a lembrança de 2006. Naquele ano a situação era muito parecida, estávamos na zona de rebaixamento, todos davam o time como rebaixado e a salvação teria que vir fora de casa contra um adversário que era um dos ponteiros. Era o campeonato brasileiro da série B. A Portuguesa vinha com uma grande desconfiança devido ter sido de rebaixada, de forma inédita, no campeonato paulista. A má fase continuou durante a competição nacional, com muitas derrotas e vexames.
  Parecendo o caminho para o abismo, a Lusa chegou na última rodada com poucas chances de sobrevivência. A permanência viria apenas com uma vitória. O rival seria o Sport, na Ilha do Retiro. Os pernambucanos já tinham conseguido o acesso para a elite do futebol e estava invicto dentro de casa. Um cenário como esse era para desanimar qualquer um. Porém era a vida ou morte, e os jogadores foram com esse intuito. No fim do primeiro tempo, o leão da ilha abriu o placar, desmoronando a esperança lusa. Para reanimar, nada melhor que empatar logo em seguida. O meia Preto marcou o gol da esperança. No segundo tempo, o jogo foi mais truculento e numa falha da zaga, eles passaram na frente do placar. A série C parecia perto, mas as substituições do então técnico Vágner Benazzi surtiram efeito. Joãozinho empatou e deu gás ao time. Lembram do goleiro Thiago? Batedor de faltas, ele cobrou uma na trave, aos 40 minutos, tirando o coração pela boca de todo lusitano. Mas o herói seria outro. Alex Alves, recebeu uma bola e invadiu a área, derrubado pelo zagueiro, o juiz marcou pênalti. Era ali que a história da Portuguesa seria salva. Brilhantemente, o jogador colocou a bola na rede e o sorriso no torcedor, emocionando todos os loucos vermelho e verde.
  10 anos depois, a situação é a mesma do que contei. Quem será o Alex Alves de amanhã? Teremos um final feliz ou seremos tomados pelas lágrimas? Não sei o por que, mas muitos acreditam na permanência, mesmo com a campanha pífia e a desconfiança nos jogadores. Parece - me algo típico da Portuguesa, passar por isso e no final se salvar, tirando a paciência e saúde de seus fiéis torcedores. Tomara seja que no final de tudo, um vinho do porto e um bolinho de bacalhau seja o cardápio da salvação.

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