terça-feira, 13 de setembro de 2016

Um jogo para uma história

  Antes eu acreditava que não dava, hoje ainda não acredito que pode dar para se salvar. Esse sentimento deve ter tomado todo lusitano fanático pela Portuguesa. A matemática é inimiga e amiga ao mesmo tempo, pior que isso é ter que colocar suas esperanças no time desacreditado e que fez muito pouco até aqui, com vergonhosos 14 pontos em 17 rodadas. Salvação é o termo correto para esse momento, salvação não na apenas na competição, mas sim na história.
  Torcedor lusitano, resta uma partida para que possamos ver o destino da Lusa em 2017. Por um ponto, por um gol e tudo pode ser um desastre. Sair do impossível e chegar ao ponto desejado não é novidade para nós, entretanto viver ou sobreviver disso não deve ser aceitável. Uma camisa pesada como essa, nunca deveria estar brigando na última rodada para não cair, sendo que a probabilidade de rebaixamento é enorme. 

  João Henrique, Cesinha, Bruno Xavier, Augusto, Leonardo e outros, são os nomes que estão com a responsabilidade de salvar a rubro verde de um buraco mais fundo. Não entendo o motivo do Júnior Timbó não ir para o campo. A culpa dos jogadores nós conhecemos, devido sua defasagem técnica, agora o da diretoria é uma culpa gigantesca. Bom, resta - nos a matemática, a energia positiva e paciência. Jogar e vencer o Tombense, em Minas, não será fácil. Aliás, contra o já rebaixado Guaratinguetá não foi fácil. Mesmo com um a menos eles buscaram o empate é quase conseguiram virar, imagina o time que ainda sonha com a classificação.
  Precisamos mover forças, quem tiver condições deve ir ao município de Tombos e torcer até o fim, deve ir, caso contrário, já sugeri e repito, o encontro poderia ser no Canindé. Nesse momento, o orgulho de ser Lusa deve falar mais alto. Ninguém pode esquecer e principalmente os diretores, a Portuguesa está jogando mais do que o não rebaixamento, mas sim a sua vida de 96 anos que chegou para ser decidida em 90 minutos. Se não cair, muitos culpados aparecerão se glorificando, entretanto se o pior acontecer, um deserto irá se formar no Canindé.

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