Ficou claro que muita coisa não mudou. Além dos péssimos resultados, os problemas internos continuam assombrando os corredores do Canindé. As dificuldades financeiras e técnicas não conseguem mais salvar e desculpar nenhum da cúpula lusa. Mais uma vez o torcedor se pergunta: Até quando vamos continuar a ser humilhados?
Dentro de campo a Portuguesa é uma bagunça perdida. O treinador consegue comandar apenas a bagunça, não muda para algo melhor. Vendo a partida na TV e ouvindo na Web Rádio Lusa, concordei com aqueles que transmitiam na rádio. Guilherme Assumpção, Gomão Ribeiro e o Professor Antônio Quintal observaram um detalhe importante sobre o comando técnico: não há coerência e sequência com um time. Sempre que um atleta joga mal, fica no banco ou não é relacionado para o jogo. Assim que se perde o grupo. O jogador não tem a confiança para jogar por medo de errar e cair fora. Na última partida, contra o Votuporanguense, Bruno Xavier foi titular, depois dando lugar ao Luizinho - aliás um erro, pois deveria ter sido ao contrário - agora contra o Capivariano, foi o inverso.
Mais uma derrota, dessa vez contra o Capivariano. Uma partida ganha, com pênalti perdido e tudo. O caminho estava fácil para mais 3 pontos, a primeira vitória como visitante. Ao final, viu-se o placar adverso. Perdemos para um time medíocre, cansado e pior que o nosso. Adilson perdeu uma penalidade, mas não foi o vilão, pois tenta e tem pouca oportunidades com bola rolando. Tuca Guimarães esperou tomar o gol para mudar. Quando foi mexer, saiu feito louco, chamando esse e aquele. Rico estreou, dando uma certa lucidez ao time, uma coisa que não havia, devido começar o jogo com 3 volantes e o cara da armação era o Michel. Nos momentos de pressão da Lusa, faltou pouco para a bola entrar, mas falta competência de uns e seriedade do Michel, que quando acordou, botou a bola no travessão.
A classificação na série A2 ficou bem mais distante. O fantasma do rebaixamento volta ao convívio lusitano. O momento é de olhar onde pisa e não para onde subir. A tabela não será generosa, com partidas contra os ponteiro, como o Bragantino e Guarani fora de casa, e os fortes São Caetano e Rio Claro como mandante. Caminhada dolorosa até o fim da primeira fase.
Sou a favor na saída do Tuca, entretanto, com um substituto que justifique sua vinda, com bons trabalhos, mesmo não sendo tão conhecido. Sabendo trabalhar, será reconhecido pela Portuguesa e sua nação. Alexandre Barros, por favor, não tire a esperança em um futuro melhor em dois meses de gestão. É claro que está no começo de seu mandato, mas o destino da Lusa depende muito de 2017. Voltar para a série C é muito importante, para a auto - estima do clube e do torcedor. Profissionalize o futebol, dê melhorias a base, tirando - a totalmente das mãos dos empresários. Melhor fazer um bom jogador em casa, do que correr atrás de perna de pau e gastar milhões. Leão já caiu fora e deu seus bons motivos. Fico pensando, se um cara profissional como o Émerson Leão saiu fora, imagina o que irá ficar no Canindé?!

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