sábado, 4 de março de 2017

Tá na hora de mudar

  Ficou claro que muita coisa não mudou. Além dos péssimos resultados, os problemas internos continuam assombrando os corredores do Canindé. As dificuldades financeiras e técnicas não conseguem mais salvar e desculpar nenhum da cúpula lusa. Mais uma vez o torcedor se pergunta: Até quando vamos continuar a ser humilhados?
  Dentro de campo a Portuguesa é uma bagunça perdida. O treinador consegue comandar apenas a bagunça, não muda para algo melhor. Vendo a partida na TV e ouvindo na Web Rádio Lusa, concordei com aqueles que transmitiam na rádio. Guilherme Assumpção, Gomão Ribeiro e o Professor Antônio Quintal observaram um detalhe importante sobre o comando técnico: não há coerência e sequência com um time. Sempre que um atleta joga mal, fica no banco ou não é relacionado para o jogo. Assim que se perde o grupo. O jogador não tem a confiança para jogar por medo de errar e cair fora. Na última partida, contra o Votuporanguense, Bruno Xavier foi titular, depois dando lugar ao Luizinho - aliás um erro, pois deveria ter sido ao contrário - agora contra o Capivariano, foi o inverso.

  Mais uma derrota, dessa vez contra o Capivariano. Uma partida ganha, com pênalti perdido e tudo. O caminho estava fácil para mais 3 pontos, a primeira vitória como visitante. Ao final, viu-se o placar adverso. Perdemos para um time medíocre, cansado e pior que o nosso. Adilson perdeu uma penalidade, mas não foi o vilão, pois tenta e tem pouca oportunidades com bola rolando. Tuca Guimarães esperou tomar o gol para mudar. Quando foi mexer, saiu feito louco, chamando esse e aquele. Rico estreou, dando uma certa lucidez ao time, uma coisa que não havia, devido começar o jogo com 3 volantes e o cara da armação era o Michel. Nos momentos de pressão da Lusa, faltou pouco para a bola entrar, mas falta competência de uns e seriedade do Michel, que quando acordou, botou a bola no travessão.
  A classificação na série A2 ficou bem mais distante. O fantasma do rebaixamento volta ao convívio lusitano. O momento é de olhar onde pisa e não para onde subir. A tabela não será generosa, com partidas contra os ponteiro, como o Bragantino e Guarani fora de casa, e os fortes São Caetano e Rio Claro como mandante. Caminhada dolorosa até o fim da primeira fase.
  Sou a favor na saída do Tuca, entretanto, com um substituto que justifique sua vinda, com bons trabalhos, mesmo não sendo tão conhecido. Sabendo trabalhar, será reconhecido pela Portuguesa e sua nação. Alexandre Barros, por favor, não tire a esperança em um futuro melhor em dois meses de gestão. É claro que está no começo de seu mandato, mas o destino da Lusa depende muito de 2017. Voltar para a série C é muito importante, para a auto - estima do clube e do torcedor. Profissionalize o futebol, dê melhorias a base, tirando - a totalmente das mãos dos empresários. Melhor fazer um bom jogador em casa, do que correr atrás de perna de pau e gastar milhões. Leão já caiu fora e deu seus bons motivos. Fico pensando, se um cara profissional como o Émerson Leão saiu fora, imagina o que irá ficar no Canindé?!

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