domingo, 12 de março de 2017

Previsão de mais tempestade

  Uma onda de ar frio veio de longe e fez fechar o tempo na região do Pari em São Paulo. Depois de anos de tempo aberto, com sol e poucas nuvens, agora o clima é frio e de temporais. Mesmo com o aviso dos especialistas e torcedores, nada foi feito para em um momento desse ser menos doloroso. Um furacão - leia presidentes e seus seguidores -  passou e só deixou estragos ao redor. Agora quem paga conta é o clube, pois é o patrimônio valioso.
  Já são 5 derrotas seguidas. Sendo 4 no paulista da A2 e uma na Copa do Brasil. Dessa vez, o revés foi contra o Bragantino, fora de casa. Todos esses jogos, o time não jogou nada. As dificuldades técnicas não são superadas mais pela vontade. Não existe trabalho coletivo. A realidade no Canindé é a de outros times. A diferença que em outras equipes, há a humildade de se colocar em seu lugar e jogar de acordo como o campeonato pede. O elenco precisa da passagem de um furacão para acordar no campeonato.
  Em mais um ano, o trabalho será fugir do rebaixamento. Agora a boca do lobo está embaixo do pé. O cheiro de A3 está forte. Passadas 10 rodadas, o clube soma 10 pontos na tabela. Uma campanha fraca. Ao lado do lanterna União Barbarense, o ataque luso é o pior da competição, com 6 gols. Ironia que o objetivo desse esporte é fazer gol, e há dois anos, a coisa mais difícil e ter um ataque considerável. Enumeramos os problemas, pois fica claro o que está errado. Futebol, obviamente, funciona com dinheiro. Só os bons conseguem mostrar desempenhos de alta qualidade, sem verba. Desenvolver um trabalho em pouco tempo, com pressão e sem chance de erros, é um dom que está difícil encontrar.
  Aquele torcedor que ama a Portuguesa, fica na esperança de dias melhores, devido ao seu amos. Quando a razão supera a emoção, o desespero toma conta e desanima quem pode mudar esse destino. As nuvens escuras que chegaram às margens do Tietê, continuam escurecendo o futuro rubro verde. Estamos em março, mas a expectativa permanece a do ano passado. Salvar - se de uma queda, aliás, algo que se tornou constante. Uma coisa e lutar para permanecer na primeira divisão do Brasileirão, outra e na série A2 do paulistão. Decadência sem volta, medo do fim, que será uma grande perda ao futebol. Não podemos esquecer da série D, chance de algo melhor e uma reviravolta - coisa muito difícil de ocorrer - para o bem da Portuguesa de Desportos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário