terça-feira, 6 de maio de 2025

Em 16 jogos no ano, Portuguesa só não tomou gol em 3 partidas; Ao todo, foram 22 gols sofridos

Equipe do Canindé soma até aqui 3 vitórias, 9 empates e 4 derrotas, contados as partidas da Copa do Brasil, Paulistão e Série D

Técnico Cauan de Almeida está no comando da equipe desde o início da temporada/Foto: Acervo Portuguesa

No último domingo (4) a Portuguesa conheceu a sua primeira derrota na série D do Campeonato Brasileiro de 2025. Em partida contra o Água Santa, em Diadema, os visitantes foram superados pelo placar de 2 a 0, pela terceira rodada da competição.

O resultado, que pode não ser nada desastroso em termos de classificação até o momento, pois a equipe está em quarto lugar, deixa no torcedor uma sensação de insatisfação e desconfiança para o tão sonhado acesso à terceira divisão nacional. Isso porque a Lusa mais uma vez teve um desempenho abaixo do esperado, fazendo dos noventa minutos um sofrimento aos seus adeptos. No jogo de domingo, os dois gols no fim do primeiro tempo mostraram o apagão defensivo e, mais uma vez, a vulnerabilidade da equipe, que ocorre em toda a temporada.

Em 2025, sob o comando de Cauan de Almeida, a Portuguesa não tem um desempenho ideal para o investimento da SAF. Até agora, foram 16 partidas disputadas, com 3 vitórias, 9 empates e 4 derrotas. O excesso de empates ficou marcado na memória do torcedor, especialmente por várias vezes ceder o resultado ao adversário. Isso aconteceu contra o Novorizontino, pelo Paulistão, na então despedida do Canindé, quando os donos da casa abriram dois a zero no placar, ainda no primeiro tempo, mas cedeu o empate na etapa final, onde o primeiro gol aconteceu com menos de um minuto.


Mais recentemente, contra o Boa Vista, já pela série D, o cenário se repetiu. Depois de abrir 2 a 0, a equipe tomou o empate no fim do jogo. É verdade que a Lusa estava com um a menos, mas se espera da equipe que busca o acesso, pelo menos, conseguir manter um resultado.

Contra o Botafogo-SP, São Bernardo, São Paulo e Maricá, por exemplo, foram outros jogos em que a equipe mostrou não manter o padrão durante os 90 minutos e cedendo ou quase cedendo pontos preciosos. Esse é o maior motivo da desconfiança rubro-verde quanto a briga pelo acesso. Importante lembrar que na primeira fase da série D, são 14 rodadas e os quatro primeiros quatro se classificam. O time precisa melhorar urgentemente para chegar ao mata-mata e conseguir competir quando estiver afunilando.

A vulnerabilidade defensiva

Entre os dados alarmantes está no sistema de defesa lusitano. Em 16 partidas, a equipe fez 21 gols e sofreu 22, saldo negativo de 1. Desse total de jogos, em apenas três deles a equipe não sofreu gols: nos empates sem gols contra Ponte Preta e Água Santa, ambos fora de casa, e na vitória por 2 a 0 contra a Inter de Limeira, no Pacaembu. Todos jogos válidos pelo Paulistão.

Esse é um dos maiores motivos pelo baixo desempenho. A falta de consistência defensiva chama atenção, principalmente por muitos momentos estar exposta, contra o mesmo número de jogadores adversários. Os laterais sofrem em cada jogo. A bola área sempre foi um problema. A desatenção no segundo tempo é outro detalhe. Dos 22 gols sofridos, 13 aconteceram na etapa final, sendo 7 depois dos 25 minutos.

Dentro de todo esse contexto ao longo desse ano, a pergunta que fica é: vão esperar até quando para mudar?


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