terça-feira, 23 de agosto de 2016

Não volte ao lugar onde foi feliz!

   Para quem tem muitas vitórias, basta uma derrota para que caía o encanto. Assim termina a segunda passagem do técnico Jorginho, na Portuguesa. Para quem veio resolver o problema e arrumar a bagunça, acaba em festas e sem harmonia, apenas uma situação desfavorável ao clube e ao homem que já foi Rei no Canindé.
   Uma passagem para se esquecer. Em 2011, Jorginho fez a Lusa se classificar no Paulista, coisa que há anos não conseguia e foi o comandante da Barcelusa, com o título inédito da série B daquele ano. Claro que o fim foi trágico, com o rebaixamento no Paulista, porém o trabalho foi satisfatório. Dessa vez a situação foi bem diferente. O clube vive uma outra realidade, agora na série C. Quando chamado para assumir o cargo de técnico, o time soma 4 pontos em 4 jogos e tinha acabado de tomar uma goleada dentro de casa para o Botafogo - SP, 5 a 0. Além disso o time estava desacreditado, pois os jogadores eram considerados piores em comparação aos do ano passado. A diretoria não encontrou nome melhor para assumir esse desafio do que Jorginho.
   Logo na estréia, o resultado foi positivo ao ganhar fora de casa do Juventude. Ali a esperança de todos os torcedores inflamava e a classificação já se tornava um objetivo alcançável. Entretanto, mal sabiam nós que a história seria a mesma. Em 10 jogos, mais que um turno, o time venceu 2 jogos, em casa, empatou 1 e perdeu 7. Isso mesmo, 7 derrotas no total. Com 6 gols marcados e 12 gols durante seu comando. Além dos números negativos, a decepção maior foi que em todos os jogos a Lusa jogava atrás, com medo do jogo e do adversário. O número de gols marcados, por mais ruim que o time fosse, mostra que o ataque não era o objetivo. Para quem é lembrado por um time ofensivo, não custava em certos momentos, priorizar o ataque.
   Agora resta aos que ficam, tirar a Portuguesa desse drama. Aqueles que matam o clube e limpam as mãos, devem estar gostando, mas uma hora a coisa muda para eles. O problema que a Portuguesa não pode esperar, a hora é agora, caso contrário a situação será irreversível. Boa sorte ao Márcio Ribeiro, que faça de sua chance, uma oportunidade de crescimento para ambos.
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário